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Estimulação Auditiva Bilaterizada - CDs da Biolateral


EMDR CDs Bio

Document
Ficha de Pedidos
Instruções para o uso do BioLateral Sound Recording
É importante a leitura dessas instruções para garantir o uso apropriado do produto.
 
Para terapeutas de EMDR:

            É importante reconhecer que fazer a transição de movimentos oculares para a estimulação bilateral auditiva em EMDR é uma mudança significativa de paradigma. Se você utilizou somente os movimentos oculares ou táteis, você poderá se sentir um pouco confuso e até mesmo achar que perdeu o envolvimento direto com o cliente. Pode ser um pouco incômodo no início mas com o tempo se percebe uma série de benefícios, tais como: menos gasto do ombro, a possibilidade de observar e fazer anotações durante o processamento. O cliente também terá que se acostumar com a mudança. Alguns gostarão do som imediatamente; outros, com mais dificuldades de adaptação, podem precisar de tempo para se ajustar a essa mudança. Experimente o produto com um novo cliente e atente às suas reações: verá  que não é necessário fazer nenhum ajuste.

O CD´s foram concebidos para proporcionar estimulação auditiva bilateral, direita/esquerda, integradamente com um som suave. A finalidade desta síntese é a de possibilitar a diminuição na intensidade da angústia e da ab-reação do cliente. O som pode servir como um lugar seguro, que é experimentado simultaneamente com a estimulação bilateral  (alguns clientes têm indicado isto diretamente). Como resultado, processar pode parecer mais delicado ou mesmo acompanhado por um efeito de relaxamento. Tanto pelo relato do cliente quanto pela observação clínica, o nível de relaxamento pode obscurecer ou ofuscar a percepção que o processamento está gerando.

 Perguntas Freqüentes:

1 – Solucionando problemas: O que fazer se o cliente relata que “nada está acontecendo” ou “me deu um branco” ou “eu simplesmente relaxei”?

 Verifique as reações como você faria em qualquer situação de EMDR onde você estivesse usando a estimulação visual. Faça perguntas como: “Você começou com a imagem, emoções, sensações corporais, aonde você foi em seguida?”. Isto pode demonstrar que houve um reprocessamento não percebido. Lembre-se como os clientes se esforçavam para se acostumarem com os movimentos visuais de EMDR quando você apresentou o EMDR pela primeira vez. Alguns precisaram de séries mais compridas antes que o reprocessamento fosse ativado. Alguns clientes faziam comentários do tipo: “não aconteceu nada” ou “isso parece muito bobo” ou “eu estou receoso de que isso não vai funcionar para mim”? Quando isto aconteceu você supôs que o EMDR não funcionaria para eles? ou você os tranqüilizou ou deu maiores explicações enquanto continuavam? Assim foram superando suas reações iniciais e o processamento começou? Isto frequentemente funciona da mesma maneira com a introdução da estimulação auditiva onde alguns clientes precisam ser guiados após o desconforto inicial ou precisam de orientação até sobre o que esperar da experiência.

 2 – O que eu faço se um cliente disser que perdeu o foco? Como se    sabe, todo alvo é apenas um ponto de partida e o mover-se a outro tema pode ocorrer rapidamente Pergunte aonde os clientes foram quando eles perderam o foco? Se você trouxer o cliente de volta ao alvo, pode-se perceber se houve alguma mudança de imagem ou no nível do SUDS?. Essas questões sobre a falta do foco ou relaxamento, podem ser resolvidas de forma simples: peça ao cliente que aumente seu nível de perturbação antes de colocar os fones de ouvido, fechar os olhos, puxar a imagem e repetir a Crença Negativa para si mesmos algumas vezes. 

 3 – Qual o volume adequado? Um volume muito alto pode levar o cliente a prestar mais atenção na música ou distrai-lo do processamento. Eu geralmente recomendo ao cliente escutar no nível audível mais baixo que puder. . Imagine se você fizesse os movimentos com as mãos ou dedos tão rapidamente e de forma inconstante; seu paciente seria distraído pela intensidade da estimulação e teria dificuldades com o processamento. Parece que o cérebro humano é mais ativado pelo ritmo e não pelo volume. Qualquer mínima vibração dentro do ouvido ativará o lado oposto do cérebro, então não se preocupe que não esteja funcionando o volume baixinho .
É importante checar a condição de funcionamento e volume do som, tanto quanto a bilateralidade dos sons, antes de entregar os fones ao paciente. Antes de prosseguir, assegure-se que o cliente consegue ouvir os sons no ouvido esquerdo e direito. Embora seja recomendado o volume audível mais baixo, o cliente sempre tem a opção de aumentar o volume. Deve-se tomar especial cuidado com aquelas pessoas com qualquer dificuldade auditiva: assegure-se que eles estejam ouvindo os sons em ambos os fones.

 4 – Como eu determino o comprimento de cada série? Em geral, as séries com música bilateralizada tendem a durar mais tempo do que as com movimento ocular. Comece com 20 segundos por série e aumente gradativamente a partir daí, a menos que o cliente seja altamente dissociativo. Uma vantagem do uso das músicas é que os clientes podem utilizar séries mais compridas. (Eu tenho alguns pacientes bem profundo). Muitos clientes mais experimentados aprendem a determinar por si mesmos quando terminar as séries, e você sempre retém a opção de intervir quando você julgar apropriado. 

 5 – O que eu faço se um cliente disser que estão ouvindo música? Se o volume estiver alto, o cliente deve abaixá-lo. Se o volume estiver baixo, diga-lhes que apenas continuem ouvindo e que esperem até que os pensamentos comecem a surgir. Se você acredita neste processo e demonstra confiança, eles provavelmente farão o mesmo. O contrário também é verdadeiro. Imagine que você estivesse ensinando uma pessoa a dirigir uma carro e este fizera dois movimentos incorretos (não perigosos). Você o puxaria para fora do assento do motorista e suporia que ele nunca mais aprenderia como dirigir? Oportunidades perdidas podem resultar em conclusões e ações precipitadas.

 6 – Mais instruções para o uso dos CD´s BioLateral: Por favor, siga os oito passos de preparação e procedimentos extraídos do livro de Francine Shapiro - “EMDR, Princípios Básicos, Protocolos e Procedimentos”, use a Escala DES com qualquer cliente que mostre alguma indicação de dissociação, e não esquecer da instalação do Lugar Tranqüilo.
 Os tons auditivos de movimento direito/esquerdo produzem estimulação bilateral e eliminam a necessidade dos movimentos oculares (entretanto, há clientes que às vezes, espontaneamente movem seus olhos). Os clientes podem escolher processar com seus olhos abertos ou fechados. Reparem que o processamento com os olhos fechados pode ser diferente daquele com os olhos abertos.
 Nota de cautela: esteja ciente que o processamento com os olhos fechados pode disparar uma resposta dissociativa. Se alguma resposta adversa, como a uma severa dissociação ou descompensação acontecer durante algum momento do reprocessamento, interrompa a estimulação auditiva, instruindo o cliente a tirar imediatamente os fones de ouvido. Por essa razão, você não deve usar esses CDs com clientes que você suspeita que poderiam dissociar, ou que tiveram uma nota elevada no DES ou que já responderam com altos  níveis de dissociação com os movimentos oculares.
 Os CDs permitem que cada série tenha o comprimento que você e/ou o cliente desejarem. Algumas séries podem durar muitos minutos e podem conter 100 ou mesmo 1.000 repetições. Use séries mais curtas no começo até que você perceba como seu cliente está respondendo e acompanha durante séries mais longas para se assegurar de que seu cliente não se dissocia se sente “perdido”. É melhor interromper as séries removendo os fones de ouvido, do que desligando ou ligando o aparelho.
                                         
Não é necessário contar o número de movimentos. Muitos terapeutas relatam que os clientes que possuem mais experiência com EMDR tendem a ter um tino melhor sobre o tamanho da série já que eles estão acompanhando o  processamento “do lado de dentro”. Mesmo assim, o cliente deve ser informado  que o terapeuta poderá interromper a série se houver alguma razão clínica justificável..
          
Outras opções a experimentar: o cliente pode ficar ouvindo o CD durante toda a sessão, inclusive enquanto dialoga com o terapeuta entre as séries, sem interrupção. Pode-se usar o CD também durante a sessão sem utilizar o EMDR e perguntar ao cliente no final da sessão se percebeu alguma diferença.
 Com aqueles clientes que respondem bem aos CDs durante as sessões e não demonstram instabilidade ou dissociação, considere a possibilidade que usem os CDs entre as sessões para reduzir insônia, agitação, ataques de pânico, problemas somáticos, dores corporais,  disparadores (comida, cigarro, drogas) e para ajudar a controlar comportamento compulsivo. Se esta opção for oferecida ao cliente é essencial instrui-lo que remova imediatamente os fones de ouvido e interrompa o processo se ocorrer alguma reação adversa ou uma intensa resposta ab-reativa.
 É recomendável que você avalie pessoalmente a eficiência estes CDs em si mesmo antes de utilizá-lo com seus clientes. Sente-se em um lugar quieto e pense em algo que lhe esteja incomodando nesse momento. Desenvolva seu próprio protocolo com o SUDS e siga suas associações. Então, observe a natureza do seu processamento e de vez em quando volte ao alvo e meça o SUDS. Esteja especialmente ciente das mudanças nas sensações corporais.  
 

Para adquirir os CDs ou ler mais sobre estes produtos e sobre a abordagem adicional de Brainspotting, visite o site:  www.brainspotting.com.br ou escreva por E-mail.

 

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